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23 de Junho de 2021
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    Motivações Suicidas.

    Aristoteles Pereira, Professor
    Publicado por Aristoteles Pereira
    há 3 meses

    Introdução.

    Visa o presente, trazer para o mundo acadêmico de forma clara alguns fatores que findam em de forma trazem motivos para as pessoas se suicidarem. Vale destacar que este artigo científico não visa distinguir cor, raça, gênero ou classe social. Assim o grande jargão deste é uma discussão bem antiga de como e quando pessoas simples ou até mesmo consideravelmente de porte econômico se envolvem o até mesmo financiam grupos terroristas chegando a tirar sua própria vida nos famosos e internacionalmente conhecidos atentados.

    Vale dizer que ao tipo de suicida, esse ser especifico é preparado para esse ato repugnante antissocial e sem escrúpulo tornando-se a forma mais agressiva que alguém pode atentar conta si e aos outros, isso sim porque torna-se um exemplo vivo de pessoas sem amor próprio e que se apegam muitas vezes a razões escusas a sociedade.

    Considerando que a grande pergunta da criminologia é saber porque algumas pessoas praticam, crimes e as outras não, vale-se o presente estudo nas razões despendidas ao estudo inicial de uma política estabelecida dentro do campo psicológico e portadoras de passiveis doenças psicopatológicas nessas pessoas, trazendo a baila por assim dizer além de seus problemas pessoais, interpessoais e descarregando suas frustações para um campo específico isolado a adesão espontânea e voluntaria a esses grupos extremistas detalhados mais abaixo.

    O presente traz a discussão formas as quais são exercidas práticas terroristas, sua definição e distinção entre até mesmo o terror. O terrorismo é um ato de intimidação com emprego de força política podendo ser praticado por um grupo de pessoas ou isolados com objetivo de causar pânico e trazer estabilidade política autoritária ou seja se auto firmar numa determinada nação.

    Essa temática é muito discutida vez que cada estado membros possui a sua própria distinção sobre o tema o que corrobora para que não haja ainda um conceito unificado tornando “o terrorismo um fenômeno social complexo” (ROCHA, 2003, p. 420).

    Na contextualização de alguns renomados escritores vejamos:

    Ato de indiscriminada violência física, mas também moral ou psicológica, realizado por uma empresa individual ou coletiva, com o intuito de causar morte, danos corporais ou materiais generalizados, ou criar firme expectativa disso, objetivando incrustar terror, pavor, medo contínuo no público em geral ou em certo grupo de pessoas (parte do público), geralmente com

    um fim, no mais das vezes ideológico (político, nacionalista, econômico, sociocultural, religioso). (GUIMARÃES, 2007. p. 25).

    Por esse turno o que se tem é apenas um reforço do argumento retro no sentido apenas de apontarmos tamanho desajuste social, econômico e politico a esses fatos. O que vem a tornar o terrorismo mais que uma ação criminosa e sim um ultraje a dignidade da pessoa humana. Entretanto essa linha de pensamento seria apenas social e não política vez que renomados escritores mito embora esforçando-se não conseguem criminologicamente explicar tal fenômeno de desajuste social.

    E esse desajuste social não se torna apenas um fenômeno e sim uma preocupação mundial vez que esses atos podem ocorrer em qualquer parte do mundo a qualquer hora sendo praticado por pessoas preparadas para fazê-lo e que não medirão esforços para completar sua missão por assim dizer com objetivo de firmar o terror e o engrandecimento de sua causa.

    Nessa esteira intelectiva no terrorismo pode ser verificado quatro tipos clarividentes que inclusive merece destaques pois são os que mais circulam de forma aparente, são eles: terrorismo revolucionário, terrorismo nacionalista; terrorismo das organizações criminosas e terrorismo do Estado, grupos esses desenvolvidos segundo objetivação criminosa, na visão de (LASMAR, 2003, p. 428).

    Em nossa abalizada visão o terrorismo surgiu por culpa do estado através de seus gestores, muito desses “loucos, insanos ou com transtorno de personalidade e desvios de caráter”, vistos principalmente no século passado quando praticavam as torturas através dos carrascos impondo o terror ao povo e o terrorismo a toda população caracterizado pela força bruta e física. E muito embora surgimento do movimento Iluminista na Europa contra os Carrascos; A Revolução Francesa com a Guilhotina e as perseguições de Hitler, segundo (ARENDT, 1997).

    Independentemente da forma ou das formas de terror e terrorismo já conhecidas, merece destaques algumas por meios de sequestros, incêndios provocados, explosivos ações provocadas em rede d’água ou contaminação de ETA – Estações de Tratamento de Água, sequestro e explosão de aeronaves, sabotagem em redes de internet, as emboscadas para assassinar agentes públicos. Por esse turno pode facilmente ouvidar que as ações terroristas são praticamente infinitas.

    Pode-se ainda destacar que além dos atos acima mencionados, ainda se tem as noticias falsas e todas essas ações visão a mesma coisa trazer pânico e terror as suas vitimas além de se auto firmar como grupos extremistas de reações contra o governo. Destaque-se que 10% de todo esse contexto se faz por meio das

    mencionadas notícias falsas, 2% com emprego de armas biológicas / agentes químicos e 70% normais atentados (WOLOSZYN, 2010).

    Surgindo assim o terrorismo social que em apreetada síntese é traduzido por SANTOS FILHO, vejamos:

    O terrorismo, como ação social, ocorre em situações em que movimentos sociais questionam, em profundidade, os fundamentos de uma determinada ordem social. A ação é pretendida no sentido de efetuar duas operações básicas: a) arrebatar do Estado o direito de determinar a morte dos indivíduos; b) reorientar o quadro de significados a partir dos quais o ato de morrer pode vir a ser justificado sobre outros parâmetros. Para tal, a ação terrorista orienta-se, profundamente, a partir de valores fundados em uma ética de fins últimos apresentados como universais ou pretendentes à universalidade. (SANTOS FILHO. 2003, p. 382).

    É estranha a coloquial acerca da “ação social” e no tocante a esse fenômeno social que abraça o terrorismo doravante passaremos a discorrer aqueles (as) pessoas que fazem parte dos grupos terroristas, os motivos e motivações que lhe atraem, a forma como as quais grupos extremistas recrutam além dos elementos constitutivos a essas práticas.

    Nessa toada, não obstante as razões articulares de cada ser em que pese a sua maioria ser do gênero masculino, que conduzem uma pessoa a associar-se a grupos terroristas são imperiosas o destaque a predestinação e a voluntariedade inconsciente, status social, pobreza e miséria para seu ato atingir cada vez mais o maior número de pessoas.

    Mas afinal quem são os terroristas? São pessoas na maioria das vezes normais e que seguindo rituais próprios e de origens radicais, religiosas e/ou políticas buscam meios de auto firmarem-se em sua causa na maioria das vezes extremistas, suicidas, sem amor próprio e sem afeição. Pessoas doutrinadas por verdadeiras missões suicidas, atentados a bomba, como se fosse algo normal e muito normal.

    Antes de iniciar a discorrer sobre as formas de recrutamento entre os movimentos terroristas entendemos importante mencionar sobre os mesmos e aponta-los. Após a queda do 11 de setembro, um dos maiores ataques suicidas aos EUA, e a morte do líder da Al Qaeda, uma nova ordem foi assumida e o que era antes proibido passou a ser respeitado e seguido.

    Com a morte de Osana Bin Laden, assumiu o poder da Ayman al-Zawahiri, sob sua liderança passou a Al Qaeda realização de inúmeros discursos de aliança

    com o estado islâmico Al Shabab traçando-se ali formas de alianças perigosa e poderosas contra o mundo, impondo inclusive penalidades a seus membros radicais que se sobrepôs-se, desafiassem e desrespeitasse essa união;

    Ao mencionar o ataque as torres gêmeas, pode-se facilmente ouvidar que foi um dos mais terríveis ataques terroristas sofrido pelos EUA digno de destaques negativos e bastante significativos razões estas encontram-se escritas nos anais da estória. E nesse aspecto os atentados terroristas tornaram-se mais temidos, assustadores e impactantes uma vez que o objetivo do ataque surtirá efeito qual seja trazer a população o medo e o pânico.

    Por esta esteira intelectiva é evidente que o referido atentado terrorista traz insegurança para as pessoas por permanecerem em estado de alerta e desenvolverem possíveis doenças psicopatológicas originando-se por esse turno as vítimas diretas e indiretas dos atentados terroristas, sendo assim alcançada a satisfação do movimento terrorista que praticou o atentado isso sim, pois na maioria das vezes esses atentados ação assumidos por alguma denominação religiosa

    A dor, a ausência de respeito, o sentimento de angustia são inerentes a todo aquele que sente medo e que em decorrência desses atentados sobrevivem em estado de alerta pelas ações retro expendidas. Destaque-se que as ações terroristas são motivadas por causas religiosas, políticas, patriotas ou até mesmo entre aqueles que se concentram para apenas trazer o caus e que não servem a causa alguma, o serial killer por exemplo. E que por vias de consequências trazer as suas vitimas diretas e indiretas que não trataremos nesse trabalho.

    Mas o que conduz indivíduos a cometer atos terroristas que o levaram ao suicídio? Esse objeto de estudo é extremamente complexo e até mesmo do ponto de vista etiológico pode-se destacar a aceitável postura daquele pretenso suicida, vez que aos recrutados os grupos cumprem seu fiel papel não apenas com seu novo associado tão quanto o sustento de seus famíliares. Traduzindo-se perfeitamente o pretenso suicida é uma pessoa normal e consciente, participante ativo do grupo e leal a seus princípios.

    E, por mais que ser perpétua e inaceitável a postura adotada por elementos suicidas, não se pode rejeitar de plano nem sua adesão nem seus ataques já que existem por traz fortes movimentos políticos e religiosos além de multi milionários que participam desse jogo financiando essas terríveis ações pelo mundo o que infelizmente irá continuar acontecendo e por mais que seja objetivo final de não fazê- lo.

    Assim se desejar-se inclinar por esse evento verifica-se-a a presença de possíveis desvios de caráter e personalidade entre pretensas doenças

    psicopatológicas que ao logo do percurso esses seres suicidas desenvolvem e desprendem-se do mundo real, passando a ter, na verdade espontaneidade, naturalidade, vontade e predisposição em participar de forma voluntária desses grupos e por fim atender aos seus propósitos futuramente. Entretanto vamos a alguns fatores que os motivam.

    Conforme dito acima, é inaceitável que o individuo deixe de lado valores como a sua própria dignidade, e ignore a natureza humana para se tornar um terrorista. Destaque-se que os terroristas são pessoas normais, pelo menos tidas como normais em que um certo ponto de sua vida eles deixaram certos valores de lado e adotaram coo vida extrema uma causa social para que em fim pudessem se auto firmar naquilo que acredita e se tiver que pagar com a vida que isso seja-lhe aplicado.

    Assim o impulsão que lhe ajudaria seria a sua convicção a seus propósitos e objetivos; pode facilmente ouvidar razões religiosas ampliam o horizonte terrorista a todo custo e apesar de religiões influenciarem as suas decisões vale dizer que essas religiões pregam uma forma de justiça muito diferente face ao fanatismo extremo e a violência caracteriza-los podendo-se ainda destacar a fé na pratica de seus atos o que não se confunde pela vingança.

    Temos forçosamente que descordar da grande mídia ao indagar não serem os terroristas pessoas portadoras de problemas mentais, transtornos e anomalias. Esses termos “loucos e suicidas” Muitas vezes aplicados sensacionalismo onde a grande mídia destaca esses pontos para justificar ataques e que na verdade a questão é religiosa, política, filosófica ou extrema.

    No tocante a questões que envolvem problemas psicopatológicos, não se pode argumentar que os terroristas sejam pessoas portadoras desses males muito pelo contrário. Os terroristas executam tarefas de alta complexidade a exemplo o 11 de setembro quando atacou as torres gêmeas. Observou-se ali o sequestro de um avião, o controle, a condução e em seguida a execução do atentado. O resultado caracterizado pela arquitetura do crime não poderia certamente ter sido executado por alguém com transtorno de personalidade.

    A ideia do mundo terrorista apesar de estudos são complexas vez que os seus associados por assim dizer na maioria das vezes são pessoas jovens, não violentos e introvertidos. Pode destacar ainda pessoas com situação financeira bastante difícil passando por privações e que ao serem recrutados por esses grupos veem amparo social e familiar em troca aderindo ao movimento e colocando ali deposito exclusivo de atividade futuras de vingança contra preferencialmente o estado.

    A auto afirmação do jovem de condições financeiras muito dificílima fome e a miséria atravessa da por esses grupos isolados ou não e a busca de uma melhoria de vida ainda que momentaneamente fazem com que esses jovens passem a ser adeptos a esses grupos extremistas e aderirem a uma preparação suicida participando de rituais que mais se assemelha a seções de conformismo em prol duma preparação para o suicídio futuro e certo. O mais interessante é que esses lideres religiosos, extremistas, que não passam de grandes assassinos em massa eles apesar de preparar essas pessoas para o sacrifício de assassinar inúmeras outras pessoas inocentes em sua causa, para se auto firmar inclusive na mídia ao assumir o ataque, esses líderes apenas lideram mas não participam dos tidos atentados terroristas.

    Assim temos os fatores social e econômico com fortes para as motivações suicidas desses terroristas. Destaque-se ainda a existência dentro desses grupos de doutrinarem seus participes a sentimentos ódio, dor, vingança, frustação fazendo-o ter a responsabilidade e o comprometimento de guardar esses ensinamentos que serão aplicados, defendidos e perpetuados como basilares da entidade e esse comprometimento é o mesmo que conduzira as missão desses verdadeiros soldados.

    Os absurdos na preparação desses atos são tão deploráveis visto que fazem o pretenso suicida acreditar que irá para um paraíso, que seus familiares sentiram honra pelo ato terrorista, argumentam ainda que serão lembrados pela história, que nada faltará a sua família pelo ato heroico. E toda essa autoafirmação doutrinada a nos na mente de seus candidatos fazem com que esses indivíduos aliados com suas ideias de ódio e desejo de vingança, fiquem fortes e firmem e cumpra a missão a que lhe é destinada.

    Falemos doravante sobre alguns terroristas pelo mundo que entendemos enriquecedor para o nosso trabalho. Os terroristas islâmicos que são os mais populares por saírem em defesa de suas causas e motivações religiosas. É apontada existência de um paradoxo vez que apesar do Islamismo condenar o suicídio não há previsão extensiva de onde ocorreu a distorção desse pensamento uma vez que haverá recompensa a todo aquele que se suicidar e no paraíso ainda encontrará 72 virgens a sua espera.

    Sabendo-se da ocorrência dessas formas motivadoras e incentivadoras findam por certeira manipulação desses frágeis jovens em busca apenas duma oportunidade vez que nas camada das classes mais inferiores da sociedade eis que esses finalizam por serem as pessoas mais indicadas para associarem aos demais membros existentes com entrega absoluta. A má fama dos jovens Islâmicos

    o perseguem pois esta relacionado com bombas e o Terror.

    O pavor de outros povos é tão asseverado que os jovens islâmicos em outros países não são bem vindo e é bastante comuns a sua não aceitação em países europeus o que denota uma certa discriminação e que na verdade se sabe que é o fato do terror que cercam suas atividades de terroristas, muito embora não sejam todos que a pratiquem mas a má fama é o que irá reger seus atos pelo mundo.

    Afrimam Almeida et al. (2017):

    “De qualquer modo, é inegável que o recrutamento tem avançado sobre jovens na Europa ocidental, principalmente homens, em busca de emoção, status, vingança e, sobretudo, identidade. A vulnerabilidade pela crise de identidade é um fator proeminente e que atinge muçulmanos de segunda geração, que não conseguem se adaptar à vivência entre duas culturas diferentes (a de sua família e a do país onde mora), e que se sentem tratados como estrangeiros tanto pelos europeus de sua nacionalidade quanto pelos cidadãos de nações mulçumanas.”

    Junte-se a isso um contexto social cheio de dificuldades, com falta de oportunidades e baixo nível sócio econômico, recrudescimento político do Estado muitas vezes sem qualquer oportunidade de participação política por meios democráticos com vistas a mudar a citada realidade social, ainda agravado pela perda de familiares e amigos em eventos traumáticos (como guerras, doenças, ou ações terroristas), o que acaba potencializando os já citados sentimentos de desesperança, raiva, desejo de vingança, e assim temos todos os ingredientes necessários para que um líder ultrarradical lápide nesse jovem um “herói suicida” em prol da causa (seja está social, política ou religiosa).

    O acima se vê é a forma pela qual é discriminado esse povo mulçumano de segunda classe, por assim dizer para ser mais claro numa forma vulgar. Ainda que se venham argumentação futura de não poder ser dessa forma, destaque-se que a realidade europeia é bem mais complexa e cada vez mais isolada e longe de tornar- se realmente humana nesses sentido de acolher esses pretensos assassinos profissionais que servem as suas organizações terroristas.

    Fugir dessa ideologia é bastante complicado e esses são as principais razões de não serem aceitos nos ambientes aos quais objetivam crescimento se de um lado não são aceitos e do outros rejeitam participar do foco de suas raízes, então o que fazer? É a pura verdade que esses seres sempre retornam para a tendenciosa coisa mais forte para se verem livre de seus problemas sendo o principal a fome, o desespero e um lugar para ficar.

    Por esse turno os diversos problemas apresentados não são apenas políticos e sim sociais. E pode facilmente perceber esse distanciamento visto que povos e nações na maior parte do mundo não idealizam a busca incansável pela paz, pela ordem em prol de verdadeiros atos de bondade, fraternidade trazendo esperança para seu povo.

    A cunho social, o que se vê e pode ser atestado não apenas pela grande mídia é fome, desgraça, desespero, desordem principalmente nos países democráticos como o Brasil e Socialistas como Cuba. A força do fenômeno social é muito grande para o cenário terrorista e isso não vale apenas para mulçumanos, esse discurso são principalmente para imigrantes que tentam recomeçar suas vidas em países europeus entretanto sem oportunidades.

    Os desígnios pretensos suicidas após recrutados pro essas organizações criminosas sofrem técnicas de persuasão ideológicas e com suas próprias doutrinas sendo convencidos pela ideologia de um mundo novo e a liberdade do corpo e da alma afirma Orsi (2013). O mais importante são os seus lideres em sua maioria pessoas acessíveis, educados, de aparência elegante e hiper carismáticos mas não passam de frios assassinos disfarçados para agradar o que foi recrutado recentemente.

    Cardoso e Sabbatini (2001) anunciam essas técnicas de forma mais clara, vejamos:

    “A teoria de lavagem cerebral sustenta que a única forma de forçar uma mudança de atitudes em adultos é limpar as suas mentes - apagando crenças existentes por meio de uma combinação de indução de estresse mental e tensão nervosa, receptividade à sugestão, e exaltação frenética das massas. Sargant argumenta que essas técnicas têm sido usadas através dos tempos por agentes bem diversos, tais como pastores religiosos e treinadores de futebol americano. Através da lavagem cerebral, novas idéias podem ser introduzidas e firmemente fixadas mesmo em mentes que não estejam dispostas a recebê-las de início. Não é coincidência que as religiões fundamentalistas de todos os tipos usem essas técnicas, oferecendo uma mistura de salvação, redenção, promessas de recompensa eterna no céu, sentimentos de culpa, timidez e inadequação.

    Entendemos ser importante uma observação direta dentro da mencionada citação uma verdade que cerca essas denominadas lavagem cerebral, vez que por mais que não se objetive acreditar é a pura verdade que inclusive rodeia-se em

    certas localidades a exemplo nas igrejas principalmente evangélicas, políticas, indus, espíritas, ufológicas e até mesmo psicoterapia e dentre muitas outras.

    A gravidade gera em torno de indução na forma de pensar, agir e o comportar de cada indivíduo a fim que pratique os atos terroristas fazendo-o acreditar que seu lugar no paraíso estará guardado e será lembrado para sempre pela prática de seus atos destaque-se ainda que esses depoimentos são extensivos para as pessoas do gênero feminino.

    Nesse sentido afirma Gonçalves e Reis (2017):

    “O terrorismo suicida também tem encontrado campo cada vez mais fértil entre as mulheres. Muitas vezes estas não possuem outra saída além da imolação pessoal e de outros. No caso da Palestina, por exemplo, essas mulheres se veem largadas pelos maridos com os filhos, sem possibilidade de se sustentar, e retornam à casa de seus pais, onerando a família. São Consideradas incompetentes, humilhadas, não podem trabalhar porque nunca puderam estudar ou ter uma profissão. Esses fatores determinam de forma especial a decisão em cometer um atentado suicida, mudando o seu status de “uma desgraça para a família” para de um “mártir”. Determinadas sociedades podem sim contribuir para alocação de mulheres para o terror suicida.”

    Da triste citação, destaca-se o desespero de uma mãe sem poder trazer para seu filho o sustento o sem ele fatalmente sobreviverá. As atividades ilícitas a que essa mulher terá que se submeter, longe de nós imaginarmos apenas que participar de grupos que pratiquem atos terroristas sejam os únicos, entretanto esse é o foco do nosso trabalho, essas mulheres sem saída findam em praticar esses atos para sustentar suas famílias, visto que sem marido, pobres, passando fome, desesperados e com promessas indutivas acabam por cederem.

    3. Conclusão.

    O que se tem por conclusão é que existem inúmeros fatores que motivam simples pessoas a participarem de grupos que praticam atos terroristas. Dentre esses fatores pode-se destacar o social, político, ambiental, religioso e até mesmo os psicólogos não podemos deixar de mencionar ainda a pre disponibilidade voluntária de cada indivíduo.

    E resolver esse tipo de situação envolve não apenas vontade pulitica mas toda uma reestruturação do sistema público em prol de desenvolvimento social em massas, da mesma forma que a união entre igrejas, ongs, psicólogos, mas em fim tudo isso geraria muita discussão e muitos outros problemas além dos milhões e isso

    pelo menos por hora não é o foco dos governos, razão pela qual, fiquemos com os atentados terroristas e povo com o terror nem sua porta.

    BIBLIOGRAFIA:

    [1] Almeida, DS, Araújo, FR, Gomes, LF, Cunha, RS, Pinto, RB (2017). Terrorismo. Salvador: Juspodvim.

    [2] ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1997

    [3] Cardoso, SH, Sabbatini, RME. A mente do terrorista suicida. 2001 Oct 21 [acesso em 2021 Mar 26]. Disponível em: http://www.cerebromente.org.br/n13/terrorist8.html.

    [4] Gonçalves, JB, Reis, MN (2017). Terrorismo: conhecimento e combate. Rio de Janeiro: Impetus.

    [5] LASMAR, Jorge Mascarenhas. A ação terrorista internacional e o Estado: hegemonia e contra-hegemonia nas relações internacionais. In: BRANT, Leonardo Nemer Caldeira (Org.) Terrorismo e direito: os impactos do terrorismo na comunidade internacional e no Brasil: perspectivas político-jurídicas. Rio de Janeiro: Editora Forense: 2003. p. 427-446.

    [6] Orsi, C. Seitas lavagem cerebral e psicologia totalitária. 2013 Dez 11 [acesso em 2021 Mar 20]. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/blogs/olhar- cetico/noticia/2013/12/seitas-lavagem-cerebralepsicologia-totalitaria.html

    [7] ROCHA, Ariza Maria. A autobiografia como ponto de partida para reflexão da formação do professor de educação física da urca. In: Revista metáfora educacional (ISSN 1809-2705) – versão on-line, n. 9., dez./2010. p. 115-127. Disponível em: . Acesso em: 20/03/2021 (GUIMARÃES, 2007. p. 25).

    [8] SANTOS FILHO. Onofre dos . Violência, morte e terrorismo ou a espada de Dâmocles e a Síndrome de Raskolhnikov. In: BRANT, Leonardo Nemer Caldeira (Org.) Terrorismo e direito: os impactos do terrorismo na comunidade internacional e no Brasil: perspectivas político-jurídicas. Rio de Janeiro: Editora Forense: 2003. p. 373- 407.

    [9] WOLOSZYN, André Luís. Terrorismo Global: aspectos gerais e criminais. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, Coleção General Benício, 2010.

    4 Comentários

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    OK continuar lendo

    Muito Grato Bel. Paulo Paixão. Sei de vossa ocupações e mesmo assim passou por aquie deixou sua contribuição. continuar lendo

    Parabéns 🙏 Ótimo Artigo continuar lendo

    Agradecido Bela. Jeovana Barbosa, por pessoas como você, fazer a diferença e sempre me incentivar a continuar nessa trajetória. continuar lendo